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Mulher é presa em Lagoa da Confusão suspeita de integrar grupo de agiotagem e extorsão

A Polícia Civil do Tocantins prendeu neste domingo (13) uma mulher de 22 anos em Lagoa da Confusão, na região oeste do estado, por suspeita de integrar um grupo criminoso ligado a agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro.

Por Redação Zero Um · 13 de setembro de 2026 às 19:37
Mulher é presa em Lagoa da Confusão suspeita de integrar grupo de agiotagem e extorsão

A prisão foi realizada pela 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (6ª DEIC), com base em um mandado de prisão preventiva expedido contra M.L.S.A.L. De acordo com a investigação, ela seria integrante de uma organização que atuava na concessão de empréstimos com juros abusivos e na cobrança intimidatória de dívidas.

Segundo as apurações, o grupo cobrava juros de até 20% ao mês e utilizava ameaças contra pessoas com dificuldades para quitar os débitos. A Polícia Civil estima que a movimentação financeira do esquema tenha alcançado cerca de R$ 10 milhões em oito meses.

A operação que resultou na prisão ocorreu dois dias após uma ação da Polícia Civil do Distrito Federal, deflagrada na quinta-feira (11), que também teve desdobramentos no Tocantins e em Goiás. A Justiça autorizou 12 prisões preventivas, 18 mandados de busca e apreensão e 17 ordens de bloqueio financeiro, totalizando 47 medidas judiciais.

A decisão judicial que determinou a prisão da suspeita aponta que ela aparece em imagens registradas no edifício de uma das vítimas e seria usuária de um terminal utilizado nas cobranças investigadas. Uma vítima relatou à Justiça que a mulher foi até sua residência após a prisão de outros investigados, ocasião em que teria exigido uma cópia de seu depoimento e feito ameaças, acompanhada de um homem armado.

A investigação começou após um comerciante da Feira dos Goianos, em Taguatinga, denunciar cobranças relacionadas a um empréstimo. A partir desse caso, os policiais identificaram uma estrutura que, segundo a polícia, atuava na concessão de empréstimos e na cobrança das dívidas, com recursos circulando por contas de familiares e empresas ligadas aos investigados.

Durante a operação, foram apreendidos armas, munições, celulares, dinheiro, documentos, cheques e veículos. Entre os presos está um sargento reformado da Polícia Militar de Goiás, apontado como integrante do grupo. As apurações prosseguem para esclarecer a participação de cada suspeito e identificar outros possíveis envolvidos.

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