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Martelo perdido em 1992 leva a descoberta de 15 mil moedas romanas na Inglaterra

Um fazendeiro que perdeu um martelo em um campo na Inglaterra acabou encontrando um tesouro romano avaliado em 1,75 milhão de libras.

Por Redação Zero Um · 22 de agosto de 2026 às 04:14
Martelo perdido em 1992 leva a descoberta de 15 mil moedas romanas na Inglaterra

Em novembro de 1992, o fazendeiro Peter Whatling perdeu um martelo em um campo em Hoxne, no condado de Suffolk, Inglaterra. Ele chamou o amigo Eric Lawes, um jardineiro aposentado que usava detector de metais como hobby, para ajudar na busca. O detector apitou e, ao cavar, os dois encontraram 15.233 moedas romanas, além de vasos de prata, joias de ouro e outros artefatos. O conjunto foi avaliado em 1,75 milhão de libras e hoje está no Museu Britânico.

O tesouro data do início do século V, época em que os romanos se retiravam da Britânia e o território ficava vulnerável a invasões. As peças, incluindo uma corrente de ouro feita sob medida e colheres com inscrições, indicam que pertenciam a uma família de posses significativas. Nenhuma construção romana foi encontrada no local, sugerindo que o tesouro foi enterrado às pressas.

A atitude dos dois foi crucial para a preservação do achado: em vez de continuar cavando, eles pararam e chamaram as autoridades. No dia seguinte, arqueólogos escavaram o local de forma controlada, registrando a posição original das peças. Isso permitiu reconstituir que o tesouro estava guardado em um baú de madeira com compartimentos.

No Reino Unido, achados desse tipo pertencem à Coroa, mas o descobridor e o dono da terra recebem o valor de mercado. O tesouro foi formalmente entregue em 1993 e adquirido pelo Museu Britânico, onde parte está em exposição. Esse sistema legal incentiva declarações espontâneas, evitando o mercado clandestino.

O martelo que motivou a busca foi encontrado durante a escavação e também está no museu, exposto ao lado das peças romanas. A história circula há mais de 30 anos como um exemplo de como um acaso pode se transformar em ciência.

No Brasil, a legislação é diferente: bens arqueológicos pertencem à União e não há pagamento ao descobridor. A escavação sem autorização é proibida, e quem acha algo deve comunicar ao Iphan. Essa diferença ajuda a explicar por que achados como o de Hoxne são raros no país.

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