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Magistrado defende Judiciário próximo da população e alerta para 'Brasil profundo'

Em artigo, o juiz Wellington Magalhães argumenta que a legitimidade do Judiciário se constrói pela presença cotidiana nas comarcas e comunidades, não apenas em Brasília.

Por Redação Zero Um · 07 de setembro de 2026 às 08:15
Magistrado defende Judiciário próximo da população e alerta para 'Brasil profundo'

O juiz Wellington Magalhães, diretor adjunto da Escola Superior da Magistratura Tocantinense, publicou artigo no qual defende uma magistratura mais próxima da realidade social. Para ele, o Judiciário não se resume aos tribunais superiores, mas se faz presente no interior, nas periferias e nas aldeias, onde decisões impactam diretamente a vida das pessoas.

Magalhães, que também coordena o Centro Judiciário de Solução de Conflitos Ambientais e Fundiários, relatou experiências em inspeções e mediações com povos indígenas e comunidades rurais. Ele destacou que a escuta ativa não compromete a imparcialidade, mas amplia a compreensão dos efeitos concretos das sentenças.

O texto ressalta que a Justiça cotidiana, composta por cerca de 18 mil magistrados, enfrenta desafios como desinformação e desigualdades. O autor defende que a toga não deve criar distanciamento, mas sim reforçar a responsabilidade do juiz diante da sociedade.

Ao final, o magistrado conclui que um Judiciário que sai do gabinete e conhece o território se torna uma 'presença republicana', capaz de garantir direitos e oferecer esperança concreta de acesso à Justiça para todos os brasileiros.

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