Justiça Eleitoral suspende divulgação de pesquisa da Nexus no Tocantins por irregularidades metodológicas
A Justiça Eleitoral determinou a suspensão imediata da divulgação de uma pesquisa de intenção de voto no Tocantins, após identificar falhas na metodologia e falta de transparência nos dados.

Nesta terça-feira, 4, o juiz Roniclay Alves de Morais acatou um pedido de liminar da federação PSDB-Cidadania e suspendeu a divulgação de um levantamento realizado pela Nexus, contratado pela Federação das Associações das Rádios Comunitárias (Farcomto). A decisão aponta duas irregularidades principais que comprometem a confiabilidade do estudo.
A pesquisa foi conduzida por meio de 1.200 entrevistas telefônicas, realizadas entre 30 de julho e 2 de agosto. No entanto, o instituto não informou a taxa de resposta, o número de tentativas ou os critérios de substituição de chamadas não atendidas ou recusadas. Além disso, não foram estabelecidas metas percentuais prévias por faixa de renda nem indicada a fonte pública que embasou a ponderação econômica, descumprindo a Resolução 23.600 de 2019 do TSE.
Na decisão, o magistrado destacou que a falta de transparência "priva o registro de transparência e impede a fiscalização". Ele também ressaltou que a veiculação de dados obtidos com metodologia opaca pode induzir o eleitorado a erro e desequilibrar a disputa eleitoral, gerando danos de difícil reparação. Por isso, determinou a suspensão imediata, sob pena de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.
A medida reforça a atuação da Justiça Eleitoral no controle da qualidade das pesquisas durante o período eleitoral, garantindo que os eleitores tenham acesso a informações confiáveis. A decisão completa está disponível para consulta pública.



