Ivanete Lima denuncia falta de diálogo no PSD e promete lutar por vaga ao Senado até o fim
Pré-candidata ao Senado pelo PSD, Ivanete Lima afirma que enfrentou resistência interna e que seguirá na disputa mesmo após o partido já ter acordado a vaga com o PT.

A pré-candidatura de Ivanete Lima ao Senado Federal gerou uma crise no PSD do Tocantins. A indicação, feita pelo senador Irajá Silvestre, contrariou o acordo do presidente estadual da sigla, Laurez Moreira, que já havia destinado a vaga da chapa majoritária ao ex-deputado Paulo Mourão (PT). Em entrevista, a pastora e líder comunitária afirmou que não desistirá da candidatura.
Ivanete contou que migrou do PSDB para o PSD sob a promessa de concorrer a uma vaga na Câmara Federal. No entanto, a debandada de nomes como Mauro Carlesse, César Halum e Iratã Abreu tornou a chapa inviável. Ao buscar Laurez Moreira, recebeu como alternativa a disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa, proposta que rejeitou por já ter compromisso com outro candidato e pela baixa viabilidade eleitoral.
Foi nesse contexto que Irajá Silvestre a convidou para o Senado. Ivanete aceitou de imediato, mas a decisão esbarra no acordo entre Laurez e o PT. Questionada sobre o conflito entre as lideranças, ela preferiu não criticar Irajá, mas lamentou a falta de diálogo da direção estadual: "Do senador Irajá, pelo menos tentou fazer alguma coisa por mim, enquanto o próprio presidente sequer me fez uma ligação".
A pré-candidata também sugeriu que a resistência pode ter motivações de gênero e raça. "Será que é por ser mulher, preta e da enfermagem? Aí pode descer para estadual, mas não posso ir para o Senado. Isso da mulher poder estar onde ela quiser é só na teoria", desabafou. Ela afirmou que lutará pela vaga: "Vou até o final, vou buscar, até porque sou a única mulher pré-candidata".



