Investigada da Operação Falsa Emergência se entrega e é presa no Comando Geral da PMTO
A empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, investigada na Operação Falsa Emergência, se apresentou à Justiça nesta segunda-feira e cumprirá prisão preventiva no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar do Tocantins.

A Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (Decor) da Polícia Civil informou que cumpriu, na manhã desta segunda-feira (15), o mandado de prisão preventiva contra a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, investigada na Operação Falsa Emergência. Ela estava foragida e se entregou acompanhada de advogado no Fórum de Palmas por volta das 8h, passando por audiência de custódia.
Após os trâmites judiciais, a custódia foi transferida para a Polícia Civil, que formalizou o cumprimento do mandado. Em seguida, a investigada foi encaminhada ao Quartel do Comando-Geral (QCG) da PMTO, onde permanecerá à disposição da Justiça, junto com outros presos da segunda fase da operação: a secretária da Saúde, Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa.
A Operação Falsa Emergência foi deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins para apurar crimes contra a administração pública, falsidade documental, associação criminosa e lavagem de capitais relacionados ao termo de colaboração para gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas. As investigações seguem em andamento.
A terceirização das UPAs é alvo de questionamentos judiciais. O Ministério Público Estadual, a Defensoria Pública e o vereador Vinícius Pires (Republicanos) apontam irregularidades como falta de credenciamento e transparência, além de pagamento antes da publicidade do contrato. O contrato foi suspenso pelo Tribunal de Justiça, mas a decisão foi derrubada pelo Superior Tribunal de Justiça. Paralelamente, há um inquérito do MPE para apurar improbidade administrativa.



