Inverno aumenta risco de doenças respiratórias em cavalos; veja como prevenir
O inverno eleva a exposição de cavalos a poeira e microrganismos, aumentando o risco de doenças respiratórias.

Com a chegada do inverno, a saúde respiratória dos cavalos exige atenção redobrada. As baixas temperaturas, a queda da umidade do ar e a permanência em ambientes fechados podem intensificar a exposição dos equinos a poeira, agentes irritantes e microrganismos. Baias com pouca ventilação favorecem o acúmulo de partículas, como a poeira das camas e forragens, além da amônia liberada pela decomposição de urina e dejetos, que podem irritar as vias respiratórias.
Segundo Kauê Ribeiro, coordenador de comunicação técnica da Vetnil, o manejo e o ambiente influenciam diretamente a saúde respiratória dos cavalos. “Ambientes com excesso de poeira, ventilação inadequada e acúmulo de matéria orgânica favorecem processos inflamatórios e predispõem às alterações respiratórias”, explica. Por isso, manter as baias limpas e secas, garantir boa circulação de ar e oferecer camas e forragens de qualidade são medidas essenciais, especialmente no período frio.
Os principais sinais de alerta incluem tosse, secreção nasal, aumento da frequência respiratória, dificuldade para respirar, intolerância ao exercício e queda no desempenho. Caso algum desses sintomas apareça, é fundamental procurar um médico-veterinário. Entre as doenças respiratórias que afetam os equinos estão a asma equina, que causa inflamação e estreitamento dos brônquios, além de rinite, rinotraqueíte, garrotilho, pneumonia e broncopneumonia.
O tratamento deve ser orientado por um veterinário, que pode indicar antibióticos, broncodilatadores ou mucolíticos, dependendo da causa e gravidade. A prevenção, no entanto, é a melhor estratégia: manter as baias limpas e ventiladas, reduzir a poeira, oferecer forragens adequadas e permitir que os animais tenham acesso a ambientes externos são medidas que ajudam a evitar problemas respiratórios.



