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Indústria questiona candidatos ao governo do Tocantins sobre gargalos; respostas misturam críticas e promessas

No segundo bloco do debate promovido pela FIETO, candidatos ao governo do Tocantins responderam a perguntas do setor industrial sobre mineração, tecnologia, competitividade e educação, com críticas ao atual governo e promessas variadas.

Por Redação Zero Um · 27 de agosto de 2026 às 14:30
Indústria questiona candidatos ao governo do Tocantins sobre gargalos; respostas misturam críticas e promessas

O segundo bloco do debate entre candidatos ao Governo do Tocantins, realizado nesta quinta-feira, 27, pela FIETO em parceria com a TV Jovem Record, trouxe perguntas elaboradas pelo setor industrial. Cada candidato escolheu um número associado a uma pergunta e teve dois minutos para responder, sem réplica ou tréplica. Temas como mineração, ciência e tecnologia, competitividade industrial, educação, economia de baixo carbono, infraestrutura e industrialização da produção agrícola foram abordados.

O professor Witer Naves (PSOL) foi questionado sobre o avanço da mineração no estado, que viu a arrecadação da CFEM saltar de R$ 7,8 milhões em 2020 para R$ 35,4 milhões em 2025. Witer defendeu um plano diretor mineral e criticou a Lei Kandir, que, segundo ele, limita a arrecadação estadual sobre commodities. Ele afirmou que uma mudança dependeria de articulação com parlamentares federais e estaduais.

Professora Dorinha (União Brasil) respondeu sobre a aplicação de recursos constitucionais em ciência e tecnologia. Ela defendeu educação e tecnologia como eixos centrais de sua gestão, citando a criação de parques tecnológicos e a atração de pesquisadores. Dorinha também mencionou que os investimentos podem beneficiar segurança pública e agronegócio, incluindo melhoramento genético para pequenos e médios produtores.

Vicentinho Júnior (PSDB) usou seu tempo para criticar a atual administração estadual e prometer parceria com o setor produtivo. Ele mencionou o Fundo de Desenvolvimento Regional da reforma tributária e a falta de projetos estruturantes do Tocantins. Vicentinho também defendeu a qualificação de jovens que não estudam nem trabalham, com apoio do Sistema S.

Ataídes Oliveira (Novo) foi questionado sobre a qualidade da educação, com base no Ideb de 2025. Ele prometeu construir pelo menos 80 escolas de tempo integral, mas enfatizou que a prioridade é o concurso público para professores e a valorização da categoria. Ataídes afirmou que a capacitação docente é essencial para preparar os jovens para as demandas da indústria.

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