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Governo revoga taxa das blusinhas após pressão de parlamentares; Ayres liderou reação

O presidente Lula anunciou nesta terça-feira a revogação da taxa de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares, medida criticada por consumidores e parlamentares.

Por Redação Zero Um · 11 de junho de 2026 à s 01:03
Governo revoga taxa das blusinhas após pressão de parlamentares; Ayres liderou reação

O governo federal decidiu revogar a chamada “taxa das blusinhas”, que incidia sobre compras internacionais de até 50 dólares em plataformas como Shopee, Shein e AliExpress. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (12), pondo fim a um dos tributos mais contestados pelos consumidores brasileiros nos últimos meses.

A revogação ocorreu após forte pressão de parlamentares de diferentes partidos, entidades do comércio e organizações de defesa do consumidor. O deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO) foi um dos primeiros a se mobilizar contra a cobrança no Congresso, apresentando projeto de lei para revogá-la e enviando indicação formal ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pedindo revisão imediata da medida. Ayres também participou de reuniões no ministério para defender mudanças na política tributária sobre importações de pequeno valor.

Os críticos da taxa argumentavam que ela impactava principalmente a população de baixa renda, que passou a usar essas plataformas como alternativa de consumo mais acessível. Pesquisas mostraram que a medida não gerou o crescimento esperado no emprego do varejo nacional, justificativa inicial do governo, e ainda provocou queda no consumo das famílias mais pobres e rejeição popular expressiva.

Com a revogação, Ayres afirmou que a decisão representa o reconhecimento de que a cobrança era equivocada. “Desde o primeiro momento alertamos que essa taxa aumentaria o custo de vida e atingiria diretamente milhões de brasileiros. Hoje, o governo reconhece que essa decisão precisava ser revista”, declarou o deputado.

A taxa havia sido implementada pelo governo federal com o objetivo de proteger a indústria e o varejo nacionais da concorrência asiática. O debate sobre seus efeitos reais se estendeu por meses no Congresso até o recuo anunciado nesta terça-feira.

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