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Falta de infraestrutura no Centro de Fauna do Tocantins sobrecarrega resgate de animais silvestres

A superlotação e a falta de estrutura do Centro de Fauna do Tocantins (Cefau) estão comprometendo o resgate de animais silvestres, transferindo a responsabilidade para ONGs e clínicas particulares sem apoio público.

Por Redação Zero Um · 02 de julho de 2026 às 08:36
Falta de infraestrutura no Centro de Fauna do Tocantins sobrecarrega resgate de animais silvestres

O Centro de Fauna do Tocantins (Cefau), única unidade de acolhimento de animais silvestres do estado, opera no limite de sua capacidade, enfrentando superlotação e carência de infraestrutura. A situação força organizações não governamentais e clínicas veterinárias particulares a assumirem a responsabilidade técnica pelos resgates, sem receber fomento governamental.

Localizado em Palmas, o Cefau atende a uma demanda crescente gerada por desmatamento, incêndios florestais e atropelamentos em rodovias, agravados pela inércia de órgãos como DNIT e DER-TO. A ausência de Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetras) no interior do estado evidencia a falta de investimento público na área.

Na prática, o Cefau recorre a parcerias com hospitais universitários e, muitas vezes, animais feridos dependem de clínicas veterinárias particulares, que não têm especialização para lidar com fauna silvestre. O terceiro setor, como o Instituto Cerrado em Araguaína, tenta absorver animais mutilados, mas sem recursos governamentais suficientes.

Especialistas apontam que a falta de zoológicos modernos e santuários estruturados para conservação, pesquisa e educação ambiental leva ao colapso no fluxo de destinação de espécimes. Sem alternativas, a eutanásia em massa torna-se uma possibilidade real por falta de recintos e insumos.

Para reverter o quadro, a Secretaria do Meio Ambiente do Tocantins precisa elaborar um plano de conservação urgente, que inclua descentralização do atendimento, aporte de recursos e incentivos fiscais para bioparques privados e ONGs. A omissão continuada, segundo analistas, representa negligência com o patrimônio biológico do estado.

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