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Estudante de Direito é encontrada morta em condomínio em Fortaleza; mãe cobra esclarecimentos

Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada sem vida no pátio do condomínio onde morava com o namorado, em Fortaleza, e a causa da morte ainda é investigada.

Por Redação Zero Um · 19 de setembro de 2026 às 20:41
Estudante de Direito é encontrada morta em condomínio em Fortaleza; mãe cobra esclarecimentos

A estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta no pátio do condomínio onde residia com o namorado e familiares dele, em Fortaleza, no último domingo (13). O caso ganhou repercussão nesta sexta-feira (18) depois que a mãe da jovem, a professora universitária Isorlanda Caracristi, publicou um vídeo nas redes sociais cobrando explicações sobre o ocorrido.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a Perícia Forense ainda não apresentou o laudo que apontará as circunstâncias da morte. A investigação está a cargo da 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital. Até o momento, a polícia não informou em que condições Isabelle foi encontrada nem se o namorado dela é investigado como suspeito.

Segundo o relato da mãe, Isabelle passou parte do fim de semana com a família e havia se queixado de dores no pescoço, chegando a dizer que gostaria de ficar com a mãe. No domingo, porém, a jovem disse que iria a uma missa e a uma procissão na Paróquia Nossa Senhora de Fátima acompanhada do namorado e da mãe dele. Durante esse período, Isorlanda percebeu que a filha recebia várias mensagens do namorado, cujo comportamento considerava controlador. Mais tarde, Isabelle deixou de responder às mensagens. Naquela noite, enviou apenas duas mensagens: em uma, pediu que a mãe verificasse uma comida deixada na airfryer; na outra, escreveu: "Mãe, eu te amo".

Inicialmente, Isorlanda acreditou que a filha pudesse ter adormecido após tomar um relaxante muscular. Como não houve resposta na manhã seguinte, na segunda-feira (14) tentou contato com o namorado por telefone e redes sociais, mas descobriu que havia sido bloqueada. A professora então foi ao condomínio acompanhada do irmão. No local, segundo ela, funcionários demonstraram hesitação antes de informar o que havia acontecido. A síndica comunicou à família que Isabelle havia morrido na noite anterior e que o corpo já tinha sido encaminhado à Perícia Forense. A mãe também afirma que o namorado e a mãe dele não entraram em contato após a morte e não compareceram ao velório ou ao enterro. A reportagem tentou contato com o namorado e com o escritório de advocacia onde ele trabalhava; o escritório informou que ele exercia apenas atividades administrativas e que já havia deixado a empresa.

Isabelle cursava o segundo semestre de Direito e havia conseguido um estágio em um escritório de advocacia em Fortaleza em julho. Conforme a mãe, foi nesse período que a jovem conheceu o homem com quem iniciou um relacionamento, de 33 anos, um dos sócios do escritório. Isorlanda relatou que a relação começou poucos dias após o início do estágio e que a proximidade entre os dois fez com que Isabelle passasse a trabalhar diretamente com ele. A mãe afirma que inicialmente ficou desconfortável com a velocidade da relação, mas decidiu manter a proximidade com a filha. Durante o relacionamento, Isorlanda diz ter percebido comportamentos controladores, como um pedido para que Isabelle emprestasse o cartão de crédito para uma cirurgia e a intenção do namorado de abrir uma empresa usando o nome da jovem. Ainda assim, segundo a professora, Isabelle estava apaixonada e entusiasmada com o relacionamento e as perspectivas profissionais.

As circunstâncias da morte ainda não foram esclarecidas oficialmente. A SSPDS informou que a investigação está em andamento e que a causa depende do laudo da Perícia Forense. Até a conclusão das apurações, não há confirmação oficial sobre o que provocou a morte da jovem ou sobre eventual participação de terceiros. A família continua cobrando respostas e busca entender o que aconteceu nas últimas horas de vida da estudante.

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