Especialista explica reações químicas que condenaram ponte no Tocantins
Laudos do DNIT apontam reação álcali-agregado e formação de etringita tardia como causas da deterioração da Ponte Prefeito Leôncio Miranda, em Pedro Afonso.

O professor Moacyr Salles Neto, do IFTO, explicou que as patologias encontradas na ponte sobre o Rio Tocantins não são decorrentes do envelhecimento, mas de falhas no controle tecnológico durante a construção.
A reação álcali-agregado ocorre quando agregados reativos, como o seixo rolado comum no Tocantins, reagem com os álcalis do cimento na presença de água, formando um gel que expande e rompe o concreto.
Já a etringita tardia é a formação tardia desse composto após o endurecimento do concreto, geralmente causada por superaquecimento durante a concretagem ou contaminação por sulfatos, levando a expansões internas.
O especialista comparou os danos a um câncer na estrutura, pois as reações são progressivas e de difícil solução, exigindo a demolição e reconstrução da ponte, conforme decisão do DNIT.



