Dorinha propõe plano para transformar Tocantins em plataforma logística do Centro-Norte
A candidata ao governo Professora Dorinha (União Brasil) apresentou proposta de integração multimodal e concessões para impulsionar a infraestrutura e o escoamento da produção no Tocantins.

A candidata da coligação União pelo Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil), planeja usar a posição geográfica do estado como vantagem competitiva, com a criação do Plano Tocantins Multimodal. A ideia é integrar rodovias, Ferrovia Norte-Sul, hidrovias e aeroportos, além de ampliar a participação da iniciativa privada em obras de infraestrutura.
O plano, que integra o programa de governo da candidata, prevê a definição de eixos Norte-Sul e Leste-Oeste, a integração das rodovias à ferrovia e o potencial hidroviário, além de ampliar concessões e parcerias público-privadas (PPPs). O documento também destaca a necessidade de segurança jurídica e transparência na gestão dos contratos.
A estratégia acompanha o crescimento da produção estadual, que superou US$ 3 bilhões em exportações em 2025, mantendo o Tocantins como o terceiro maior exportador da Região Norte. A infraestrutura ferroviária também ganhou destaque com o Terminal Rodoferroviário de Alvorada, que recebeu R$ 100 milhões em investimento privado e tem capacidade para movimentar 1,5 milhão de toneladas de grãos por ano.
Nas rodovias, Dorinha assegura um programa permanente de pavimentação e conservação, com prioridade para vias que alimentam a Ferrovia Norte-Sul e articulação com o governo federal para melhorar eixos como BR-153 e BR-242. O plano também prevê o inventário e a classificação de 100% das pontes estaduais, priorizando estruturas em risco.
A proposta busca aproveitar melhor a Ferrovia Norte-Sul, melhorando acessos aos pátios e estimulando terminais especializados em grãos e minerais. Estão previstas plataformas logísticas em Palmas–Porto Nacional–Paraíso, Gurupi e Araguaína, além de estudos para viabilizar a navegação comercial no rio Tocantins.
Para financiar a expansão, o plano combina orçamento estadual, transferências federais, operações de crédito, concessões e PPPs. A experiência da concessão do trecho entre Porto Nacional e Estrela D’Oeste, com R$ 2,7 bilhões em investimentos privados, é citada como exemplo a ser ampliado.



