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Deputado Filipe Martins apoia pedido de CPMI para investigar Lulinha

O deputado federal Filipe Martins (PL-TO) assinou requerimento para criação de CPMI que investigará suposta atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em negócios com o governo federal.

Por Redação Zero Um · 20 de agosto de 2026 às 23:39
Deputado Filipe Martins apoia pedido de CPMI para investigar Lulinha

O deputado federal Filipe Martins (PL-TO) assinou, nesta quinta-feira (20), o requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar a suposta atuação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, na intermediação de interesses privados junto a órgãos do Governo Federal. A informação foi divulgada pela assessoria do parlamentar.

De acordo com o requerimento, a comissão seria composta por 15 deputados federais e 15 senadores, com prazo inicial de 90 dias para os trabalhos. Entre os alvos da investigação estão possíveis tratativas envolvendo a comercialização e o fornecimento de medicamentos à base de canabidiol, além de eventual influência sobre órgãos públicos, favorecimentos e pagamentos.

Ao justificar a adesão, Filipe Martins afirmou que a iniciativa cumpre o papel fiscalizatório do Congresso. "Estamos cumprindo o nosso papel de fiscalizar e buscar esclarecimentos sobre possíveis relações entre interesses privados e o Governo Federal. Uma CPMI séria, transparente e responsável deve investigar os fatos, ouvir os envolvidos e mostrar ao Brasil o que aconteceu", declarou.

O requerimento ressalta que a investigação deve respeitar o contraditório, os direitos individuais e os sigilos protegidos por lei, sem antecipar condenações. Lulinha já foi alvo de outras apurações, como a quebra de sigilos bancário e fiscal aprovada pela CPMI do INSS em fevereiro de 2026, e um inquérito autorizado pelo STF em julho para investigar suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde.

A criação da CPMI ainda depende de tramitação no Congresso, exigindo o apoio mínimo de um terço dos membros da Câmara e do Senado. Após cumpridas as etapas, a comissão poderá realizar diligências, ouvir testemunhas e convocar pessoas para esclarecimentos. Neste momento, a assinatura de Martins representa uma movimentação parlamentar para viabilizar a investigação.

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