Defensoria Pública solicita restabelecimento de energia em loteamento Água Fria; Energisa defende normas de segurança
O Núcleo Aplicado das Minorias e Ações Coletivas da Defensoria Pública oficiou a Energisa para que restabeleça o fornecimento de energia elétrica na Chácara 13 do loteamento Água Fria, em Palmas, onde cerca de 200 moradores em situação de vulnerabilidade foram afetados por um corte realizado no dia 11 de junho.

O Núcleo Aplicado das Minorias e Ações Coletivas (Nuamac) da Defensoria Pública do Tocantins (DPE) encaminhou um ofício à concessionária Energisa solicitando o restabelecimento imediato da energia elétrica na Chácara 13 (Lote 13), localizada no loteamento Água Fria, em Palmas. De acordo com o órgão, o corte de energia ocorreu no dia 11 de junho e atingiu aproximadamente 200 moradores, incluindo mais de 50 crianças, idosos e pessoas com deficiência, que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade socioeconômica.
A Defensoria ressalta que, embora a área esteja sob litígio possessório, uma decisão judicial garante a permanência dos moradores no imóvel até o fim do processo. Além disso, o órgão requer que a Energisa se abstenha de realizar cortes programados nos lotes vizinhos 11 e 12, que também podem ser afetados.
Entre as informações requisitadas pela Defensoria estão a relação nominal de todos os usuários impactados pelo desligamento, cópia dos documentos que embasaram tecnicamente o corte, esclarecimentos sobre se a interrupção se limitou ao Lote 13 ou atingiu áreas adjacentes, e a existência de cronograma de suspensão para os lotes 11 e 12.
Em nota, a Energisa informou que todas as ligações de energia devem seguir rigorosamente os padrões técnicos e as normas de segurança do setor elétrico. A empresa alertou que conexões clandestinas comprometem a qualidade do fornecimento e representam riscos severos de acidentes para a população local, além de contrariarem a legislação municipal de uso e ocupação do solo, conforme apontado pelo Ministério Público do Tocantins.
O caso segue em análise, com a Defensoria buscando garantir os direitos dos moradores e a Energisa defendendo a necessidade de cumprimento das normas técnicas e legais.



