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Coletivo Força Popular lança candidatura compartilhada com 20 integrantes para a Assembleia Legislativa do TO

Uma chapa coletiva com 20 membros, liderada por Milne Freitas, disputará uma vaga na Assembleia Legislativa do Tocantins em 2026, propondo dividir decisões e até emendas parlamentares.

Por Redação Zero Um · 15 de agosto de 2026 às 14:20
Coletivo Força Popular lança candidatura compartilhada com 20 integrantes para a Assembleia Legislativa do TO

O Coletivo Força Popular, ligado ao PT, oficializou uma candidatura coletiva para a Assembleia Legislativa do Tocantins nas eleições de 2026. O grupo é composto por 20 pessoas, com Milne Freitas Souza, conhecido como Freitas do PT, como porta-voz e nome na urna. A proposta inovadora prevê que, se eleito, o mandato seja compartilhado entre todos os integrantes, chamados de co-deputados.

A ideia surgiu após as eleições internas do PT em 2025. Freitas, que inicialmente não pretendia concorrer, aceitou o convite sob a condição de que a candidatura fosse coletiva. Ele se inspirou no Coletivo Somos, que atua na Câmara de Palmas. O grupo inclui lideranças indígenas, professores, agricultores familiares, profissionais de saúde e ex-vereadores, entre outros, representando diversas regiões do estado.

O modelo de gestão compartilhada prevê que os 19 co-deputados tenham o mesmo peso político nas decisões. As demandas serão discutidas em plenárias, buscando consenso; se não houver acordo, a votação por maioria absoluta decide. Freitas enfatiza que o coletivo sempre prevalecerá sobre o individualismo, rompendo com o modelo tradicional de representação.

Um dos pontos mais ousados é a divisão das emendas parlamentares: 80% dos recursos serão divididos igualmente entre os co-deputados, e os 20% restantes ficarão com o porta-voz. Cada integrante poderá indicar projetos para sua parcela, com regras de cooperação e restituição. A composição do coletivo busca diversidade regional e de segmentos, com maioria feminina, e pretende dar espaço a grupos sub-representados, como indígenas, quilombolas, mulheres e população LGBTQIA+.

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