Zero Um do TocantinsPalmas/TOPainel
← Política Política

Coletiva de Irajá Abreu expõe desafios de pré-campanha e tensões no PSD

Senador e pré-candidato à reeleição, Irajá Abreu realizou coletiva de imprensa nesta terça-feira, anunciando Ivanete Lima como pré-candidata ao Senado pelo PSD, em meio a sinais de distanciamento da legenda e questionamentos sobre coerência política.

Por Redação Zero Um · 07 de julho de 2026 às 22:40
Coletiva de Irajá Abreu expõe desafios de pré-campanha e tensões no PSD

A coletiva convocada pelo senador Irajá Abreu, pré-candidato à reeleição, nesta terça-feira, marcou uma rara abertura à imprensa durante seu mandato. O evento serviu para anunciar Ivanete Lima como pré-candidata ao Senado pelo PSD, mas a ausência do presidente estadual do partido, Laurez Moreira, gerou interpretações sobre a relação entre o senador e a sigla.

Durante sua fala, Irajá referiu-se a Ivanete como “Ivonete” por diversas vezes, sendo corrigido pela própria pré-candidata. O ex-governador Mauro Carlesse, presente no evento, aconselhou publicamente o senador a manter maior proximidade com a imprensa, declaração recebida com aplausos e que ecoa uma percepção de bastidores.

Carlesse também explicou sua desistência da pré-candidatura ao Senado, afirmando que sua permanência retiraria votos de Irajá e que seu apoio é pessoal ao senador, não ao PT. Sobre sua participação na chapa, disse estar aberto a ser primeiro ou segundo suplente, ou até mesmo não ocupar suplência alguma.

Questionado pela Gazeta do Cerrado sobre como sustentaria a coerência diante de mudanças de posicionamento político, Irajá afirmou considerar sua trajetória coerente. A pergunta evidenciou um dos principais desafios de sua campanha: convencer o eleitorado sobre a consistência de suas decisões.

Após o anúncio, Laurez Moreira reagiu, afirmando que o PSD terá apenas um pré-candidato ao Senado e que, para Ivanete ser candidata, Irajá teria que desistir. Paulo Mourão, por sua vez, optou por não polemizar as declarações do senador. A coletiva revelou que, além de formar alianças, Irajá precisará construir uma narrativa que justifique suas escolhas políticas.

Leia também