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Colesterol alto atinge 32% dos adultos brasileiros e aumenta risco de infarto e AVC

Cerca de 32% dos adultos no Brasil têm níveis elevados de LDL, o chamado colesterol ruim, condição silenciosa que eleva o risco de infarto e AVC.

Por Redação Zero Um · 27 de agosto de 2026 às 09:50
Colesterol alto atinge 32% dos adultos brasileiros e aumenta risco de infarto e AVC

Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia indicam que aproximadamente 32% da população adulta do país apresenta LDL elevado, popularmente conhecido como colesterol ruim. Essa alteração costuma ser silenciosa, podendo passar anos sem sintomas, e muitas vezes só é descoberta em exames de rotina ou após o surgimento de outros fatores de risco, como hipertensão, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo ou histórico familiar de doenças cardiovasculares.

Apesar de ser frequentemente associado a problemas cardíacos, o colesterol é uma substância essencial para o organismo, participando da formação de hormônios e membranas celulares. O alerta maior deve ser para o equilíbrio entre suas frações: o LDL transporta colesterol para os tecidos e, quando elevado, pode favorecer o acúmulo de placas de gordura nas artérias; já o HDL, conhecido como colesterol bom, ajuda a remover o excesso da circulação, levando-o de volta ao fígado.

O cardiologista Dr. Henrique Furtado ressalta que a divisão entre colesterol bom e ruim facilita o entendimento, mas não deve ser a única forma de interpretar o exame. "O paciente muitas vezes olha apenas se um número está alto ou baixo, mas a avaliação cardiovascular é mais ampla. É preciso considerar idade, histórico familiar, presença de hipertensão, diabetes, tabagismo, peso, alimentação, atividade física e outros marcadores. O mesmo resultado pode ter significados diferentes para pessoas com riscos diferentes", explica.

A preocupação com o colesterol alto está ligada principalmente à aterosclerose, processo de formação de placas de gordura nas paredes das artérias, que pode dificultar a passagem do sangue e aumentar o risco de infarto, AVC e doença arterial periférica. Como essa evolução é lenta e silenciosa, o acompanhamento preventivo é fundamental para identificar alterações antes que se tornem complicações.

O controle do colesterol envolve mudanças de hábitos e, em alguns casos, medicamentos. Reduzir o consumo de gorduras saturadas e ultraprocessados, praticar atividade física regularmente, controlar o peso, abandonar o tabagismo e gerenciar condições como diabetes e hipertensão ajudam a diminuir o risco cardiovascular. Quando o colesterol permanece elevado ou o paciente já tem risco aumentado, o tratamento deve ser definido pelo médico.

Segundo o especialista, não existe meta única de colesterol para todos. "Uma pessoa jovem, sem outros fatores de risco, pode ter uma recomendação diferente de alguém que já teve infarto, tem diabetes ou apresenta histórico familiar importante. Entender a diferença entre HDL e LDL é importante, mas a decisão sobre prevenção e tratamento depende do risco cardiovascular de cada paciente", reforça.

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