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Chef e pesquisadora tocantinense leva sabores indígenas e amazônicos para eventos na Europa

A chef e pesquisadora Luana Oliveira, que vive no Tocantins, está na Europa até outubro para divulgar a culinária dos povos indígenas Krahô e Xerente em conferências, degustações e eventos gastronômicos na França, Portugal, Espanha e Itália.

Por Redação Zero Um · 11 de junho de 2026 à s 09:10
Chef e pesquisadora tocantinense leva sabores indígenas e amazônicos para eventos na Europa

Nascida no Pará e radicada no Tocantins, Luana Oliveira é docente do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) e chef do restaurante Borduna Bistrô. Há dez anos, ela se dedica a registrar o patrimônio alimentar das etnias Xerente e Krahô, desenvolvendo projetos que valorizam e preservam as culturas indígenas.

Em maio, a pesquisadora chegou a Paris para finalizar seu pós-doutorado sobre a alimentação do povo Krahô no Museu Nacional de História Natural da França. A primeira apresentação ocorreu em 29 de maio, na loja e espaço cultural Guayapi, durante a Quinzena do Comércio Justo de Paris. Na ocasião, serviu pratos como Kupakubu (prato indígena à base de mandioca e carne), tapioca molhada com leite de coco e castanha, creme de batata doce, uma releitura de um prato tradicional Krahô e creme de buriti.

No dia 11 de junho, Luana apresentou sua pesquisa na 11ª Conferência Internacional de Histórias e Cultura da Alimentação, na Universidade de Tours. Já no dia 20 de junho, participará de um almoço franco-brasileiro no restaurante colaborativo Les Petites Cantines, em parceria com o Slow Food Brasil e o Slow Food França, onde preparará um peixe ao molho de arubé – molho à base de tucupi e mandioca.

No dia 26 de junho, a chef fará uma palestra e degustação comentada no Espaço Cultural e Científico Le Phare, em ação do Slow Food Paris. Em julho, estão previstos eventos gastronômicos na Espanha e em Portugal. A agenda inclui ainda compromissos na Itália, consolidando a presença dos sabores indígenas e amazônicos no cenário europeu.

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