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Candidatos sem grande estrutura usam debate para atacar política tradicional e propor renovação no Tocantins

No debate promovido pela Fieto e TV Jovem Record, Ataídes Oliveira, Witer Naves, Du Pereira e subtenente Luiz Carlos buscaram se diferenciar como alternativas aos grupos políticos consolidados.

Por Redação Zero Um · 27 de agosto de 2026 às 19:40
Candidatos sem grande estrutura usam debate para atacar política tradicional e propor renovação no Tocantins

Em evento realizado nesta quinta-feira (27), os candidatos ao governo do Tocantins com menos exposição eleitoral aproveitaram o espaço para apresentar propostas e críticas à gestão pública. Ataídes Oliveira (Novo) adotou tom duro contra a corrupção e o que chamou de 'velha política', enquanto Du Pereira (DC) defendeu a renovação e o perfil empresarial. Witer Naves (Psol) focou em desenvolvimento econômico e geração de empregos, e o subtenente Luiz Carlos (Democrata) usou sua experiência na Polícia Militar para falar de segurança e criticar a carga tributária.

Ataídes questionou adversários sobre a possibilidade de melhorar áreas como educação, saúde e infraestrutura sem combater práticas que considerou prejudiciais. Ele defendeu concursos públicos e redução de contratos temporários, relacionando essas contratações ao uso político da máquina estadual. Em resposta, Du Pereira provocou candidatos de maior projeção, afirmando que eles representam o mesmo grupo e que o estado precisa de 'gente nova'.

Witer Naves confrontou a candidata Dorinha sobre como suas propostas de industrialização e inovação poderiam gerar empregos de fato. Ele defendeu políticas de qualificação profissional e fomento econômico, afirmando que sua candidatura é séria e voltada ao desenvolvimento. Já Luiz Carlos se apresentou como 'voto de protesto', reconhecendo limitações de oratória, mas destacando sua trajetória de 36 anos na PM para propor mudanças na segurança pública.

Os quatro candidatos tentaram capitalizar o descontentamento com a política tradicional, mas enfrentam o desafio de competir com nomes que possuem maior estrutura partidária e tempo de propaganda. O debate evidenciou a polarização entre discursos de renovação e a força dos grupos estabelecidos, que seguem dominando a disputa estadual.

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