Campanhas que falam sozinhas: especialista alerta para erro comum nas eleições tocantinenses
Faltando poucos meses para as eleições de 2026, candidatos no Tocantins repetem o erro de construir campanhas voltadas apenas para a própria militância, ignorando o eleitor indeciso que decide o pleito.

Segundo a colunista Maju Cotrim, da Gazeta do Cerrado, muitos candidatos no estado ainda não perceberam que falar apenas para quem já os apoia não é suficiente para vencer uma eleição. A estratégia de produzir conteúdo para grupos de WhatsApp e discursos que agradam aliados, mas não dialogam com o eleitor comum, é confortável, mas raramente amplia a base de votos.
A especialista destaca que as eleições são decididas pelo eleitor do meio, aquele que trabalha o dia inteiro, se preocupa com preços, saúde, educação e segurança, e não vive imerso em disputas ideológicas. Esse eleitor não se convence apenas com argumentos racionais, mas se identifica com candidatos que transmitem autenticidade e compreendem sua realidade.
Cotrim critica a confusão entre engajamento digital e convencimento. Curtidas e comentários positivos da militância não equivalem a intenção de voto. A política continua sendo uma atividade humana, e o voto nasce de filtros emocionais e afetivos. No Tocantins, onde o contato pessoal ainda pesa muito, a capacidade de ouvir é uma das maiores ferramentas eleitorais.
A colunista conclui que não basta dominar marketing político ou investir em redes sociais. A estratégia central deve ser entender as pessoas e traduzir propostas para a linguagem do eleitor comum. Campanhas que conseguirem transformar desconhecidos em apoiadores e indecisos em eleitores terão vantagem competitiva nos próximos meses.



