Calor intenso no Tocantins agrava riscos à saúde renal, alerta nefrologista
As altas temperaturas típicas do Tocantins em julho representam um perigo adicional para pacientes renais, especialmente os que fazem hemodiálise, devido à dificuldade de controlar a sede e o consumo de líquidos.

O nefrologista Winglerson dos Santos Cordeiro, que atua na Fundação Pró-Rim no Tocantins, destaca que o calor não é apenas um desconforto, mas pode aumentar o risco de complicações renais tanto em pacientes crônicos quanto em pessoas com hipertensão, diabetes ou obesidade. A doença renal crônica afeta cerca de 1 em cada 10 pessoas no mundo, segundo a OMS, e muitas vezes passa despercebida.
No Tocantins, o clima quente e seco impõe um desafio extra para quem já está em diálise. O médico explica que o calor estimula a sede, mas muitos pacientes têm restrição hídrica, o que pode levar a complicações como edema pulmonar, crise hipertensiva e risco cardiovascular. O excesso de líquido entre as sessões de diálise é particularmente perigoso.
Para aproveitar a temporada de praias de rio, o nefrologista recomenda moderação e estratégias para aliviar a sede sem ultrapassar o limite de líquidos, como consumo de gelo, uso de ar condicionado e gomas de mascar. Ele alerta que o calor em si não aumenta toxinas, mas a desidratação ou o desrespeito à dieta podem causar alterações hemodinâmicas e infecções.
Frutas típicas do verão, como melancia, melão, abacaxi e água de coco, exigem cuidado redobrado para pacientes em diálise, devido ao alto teor de líquido e potássio, que pode levar a complicações graves. A Fundação Pró-Rim orienta que todos, mesmo sem doença renal, controlem o sal, evitem excesso de álcool e mantenham exames em dia.



