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Artigo critica feminicídio e questiona por que mulheres são mortas ao terminar relacionamentos

O assassinato da enfermeira Morgana Monteiro, de 45 anos, pelo ex-marido, reacende o debate sobre a violência de gênero e a falta de respeito à autonomia feminina no fim de relacionamentos.

Por Redação Zero Um · 28 de julho de 2026 às 18:20
Artigo critica feminicídio e questiona por que mulheres são mortas ao terminar relacionamentos

Em artigo publicado no portal Gazeta do Cerrado, a jornalista Nubia Martins questiona por que tantas mulheres não podem sair vivas ao decidir encerrar um casamento ou namoro. O texto parte do crime ocorrido recentemente contra Morgana Monteiro para refletir sobre a naturalização da violência e a visão de posse que alguns homens ainda têm sobre as mulheres.

A autora aponta que, enquanto homens exercem livremente o direito de terminar uma relação ou iniciar outra, mulheres muitas vezes pagam com a vida por exercer a mesma autonomia. Ela critica a sociedade que ainda trata a mulher como propriedade e defende que o Estado atue com mais firmeza na educação, especialmente dos homens, para combater essa mentalidade.

Martins ressalta que a igualdade de gênero não pode existir apenas na lei, mas precisa ser respeitada na prática. O artigo lamenta que mulheres que decidem sair de um relacionamento acabem se tornando estatísticas de feminicídio, cada número representando uma vida interrompida e uma família destruída.

A jornalista encerra com um apelo: “Basta de violência contra as mulheres. Queremos viver. Queremos ter o direito de escolher como viver e com quem viver. Parem de nos matar.” O texto é assinado por Nubia Martins, conselheira municipal da mulher de Palmas e conselheira estadual da mulher do Tocantins.

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