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Análise: partidos políticos brasileiros e as metamorfoses que moldam o poder

Em artigo de opinião, o colunista Edson Cabral analisa como os partidos políticos brasileiros, desde a era Vargas até os dias atuais, passaram por transformações que muitas vezes diluem suas identidades ideológicas em nome da governabilidade.

Por Redação Zero Um · 21 de setembro de 2026 às 09:11
Análise: partidos políticos brasileiros e as metamorfoses que moldam o poder

O colunista Edson Cabral publicou, nesta segunda-feira (21), uma análise sobre a trajetória dos partidos políticos no Brasil, desde o período Vargas até a atualidade. Segundo ele, as legendas frequentemente mudam de nome, discurso e postura ideológica conforme as conveniências do poder, o que enfraquece a consistência programática.

Cabral relembra que, durante o Estado Novo, a repressão à esquerda foi sistemática, forçando o PCdoB a atuar na clandestinidade. Ainda assim, o partido manteve, segundo o colunista, uma coerência ideológica rara entre as legendas brasileiras, pagando um preço alto por isso, com militantes perseguidos e exilados.

O texto destaca que, com o fim da ditadura, surgiu o PT, com um discurso de ética e participação popular. No entanto, ao assumir o governo, o partido teria passado por uma metamorfose, adotando alianças pragmáticas e políticas econômicas moderadas para garantir governabilidade, o que teria diluído sua aura de pureza ideológica.

Para o colunista, o Congresso Nacional funciona como um espaço onde interesses corporativos e regionais se sobrepõem à ideologia, transformando partidos em veículos de negociação. Ele cita a força das bancadas temáticas, como a do agronegócio, da segurança e da religiosa, que frequentemente determinam o ritmo das votações.

Cabral conclui que o Brasil ainda não consolidou partidos com raízes ideológicas duradouras. Enquanto o PCdoB é citado como exemplo de resiliência, o PT é apresentado como caso de adaptação ao poder. A maioria das legendas, segundo ele, reflete conveniências momentâneas, e o Congresso atua mais como mercado de interesses do que como espaço de debate programático.

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