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Análise aponta contaminação na água de aldeia indígena no norte do Tocantins

Uma análise da água utilizada por indígenas da etnia Karajá Xambioá identificou contaminação por coliformes e bactéria E. coli na aldeia Kurehê, em Santa Fé do Araguaia, no norte do Tocantins.

Por Redação Zero Um · 09 de setembro de 2026 às 10:50
Análise aponta contaminação na água de aldeia indígena no norte do Tocantins

O exame, solicitado pela Vigilância Sanitária do município após relatos de problemas na qualidade da água, também apontou ausência de cloro na amostra coletada de uma torneira da escola da comunidade. A combinação desses fatores indica que a água não é adequada para consumo humano.

Cerca de 50 indígenas vivem na aldeia, segundo o cacique Teovaldo Moreira Karajá. Ele relata que a situação persiste há anos e pede uma solução definitiva para garantir água própria para os moradores, especialmente crianças e idosos. "Foi um poço feito há muitos anos e ele nunca mais foi cuidado, foi até desativado dos programas. E aí, nunca foi feito aqui o poço realmente que nós merecemos, que é o poço artesiano", afirmou.

Diante da situação, os estudantes deixaram de frequentar as aulas e devem permanecer fora da escola até que uma solução para o abastecimento seja apresentada.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que acompanha o caso e recomendou o fornecimento de uma fonte segura de água para consumo e preparo de alimentos enquanto novas análises não atestem a qualidade. Já a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) afirmou que iniciou a implantação de um poço artesiano para atender a unidade escolar e que, durante as obras, os alunos receberão água mineral.

O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Tocantins, por sua vez, declarou que a aldeia é abastecida por um poço artesiano e que distribui hipoclorito de sódio a 2,5% e filtros de barro, além de orientar os moradores. O órgão afirmou que não há registros de problemas de saúde relacionados à água até o momento.

A Vigilância Sanitária de Santa Fé do Araguaia recomendou, em ofício, a implantação de um sistema de tratamento, a limpeza do reservatório e o isolamento do sistema de captação, além de manter distância mínima de 15 metros de fossas e sumidouros. A prefeita Vicença Lino (União) destacou que o município tem cinco comunidades indígenas e necessita de apoio de outros órgãos para atender às demandas.

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