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A 15 dias do primeiro turno, campanhas no Tocantins enfrentam apatia do eleitor

Faltando 15 dias para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, a propaganda eleitoral já ocupa as ruas do Tocantins, mas a disputa ainda não domina as conversas do eleitorado.

Por Redação Zero Um · 19 de setembro de 2026 às 08:11
A 15 dias do primeiro turno, campanhas no Tocantins enfrentam apatia do eleitor

Em artigo editorial publicado neste sábado (19), a Gazeta do Cerrado avalia que, embora a propaganda esteja presente nas ruas, há um clima de frieza em torno da decisão que definirá os próximos anos do Estado. A publicação observa uma grande quantidade de wind banners, mas pouco engajamento nas conversas cotidianas.

Segundo o texto, a apatia do eleitor não equivale a um voto em branco antecipado. O jornal aponta que o distanciamento pode decorrer de cansaço, desconfiança ou da espera por uma razão concreta para prestar atenção. Nesse cenário, caberia às candidaturas oferecer essa razão.

A publicação sustenta que, nos próximos dias, repetir slogans terá menos valor do que responder a perguntas simples: quem é o candidato, o que já fez, com quem pretende governar e como realizará o que promete. O texto defende que cada candidato apresente seus pontos fortes com clareza, mostre resultados ou demonstre preparo, equipe e condições de executar mudanças.

O editorial também orienta o eleitor a distinguir obras anunciadas das entregues, verificar destino, valor e resultado de emendas e cobrar prioridades, prazos e fontes de recursos para propostas de saúde, educação e segurança. A cobrança vale, segundo o texto, para quem disputa o governo, o Senado e as vagas legislativas.

Na eleição para senador, em que o eleitor terá dois votos, a Gazeta do Cerrado recomenda atenção redobrada à comparação entre nomes e trajetórias. O jornal acrescenta que é hora de observar o entorno de cada candidatura e o projeto político que os aliados apoiam, já que a capacidade de dar respostas à população deve pesar mais do que a fotografia de um grupo reunido.

Por fim, o texto afirma que ninguém deve ser menosprezado e que uma campanha com menos estrutura pode encontrar uma mensagem ainda não ouvida. As redes sociais fazem parte da conversa, mas alcance não equivale a convencimento, segundo a publicação, que defende presença nas ruas, enfrentamento de perguntas difíceis e conhecimento das diferenças regionais do Tocantins. O jornal reafirma o compromisso de separar promessa de realização e confrontar discursos com fatos.

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